3.2.1 … Será que agora vai?

Esse mês completo seis anos fora do mercado de trabalho. SEIS ANOS. Pra muita gente, especialmente teóricos sobre carreira, essa informação é praticamente a assinatura do meu suicídio profissional… #sóquenão O fato de estar fora do mercado de trabalho não me impediu de continuar produzindo. Em baixa escala admito (tá aqui esse blog como a prova mais concreta disso). Além disso, o tempo longe da escrita e da imprensa, me deu chance para me conhecer melhor, para desenvolver novas habilidades, para me adaptar e me estruturar dentro de uma nova cultura e língua, e, principalmente, para buscar um novo caminho profissional.

Acontece que num dia ensolarado da minha infância, lá pela Serra da Mantiqueira, fui mordida pelo bichinho da escrita. Então toda vez que olho pra dentro de mim, que reflito sobre o futuro, sobre o que fiz, o que faço e o que quero fazer … só vejo letrinhas, papel, caneta, lápis, teclado, tela de computador e, vez ou outra, uma máquina fotográfica. Minha essência é essa. Eu escrevo. E embora, de certa forma, eu tente desviar da minha essência escrevendo aquilo que me “mandam” ou “pedem”, volta e meia cá está ela batendo na porta da minha criatividade, fazendo meus dedos coçarem… e eu luto contra a urgência de sentar ao computapor pra não escrever nada que seja bobo, infantil, trivial… E assim, dia após dia, deixo idéias, estórias, parágrafos inteiros se perderem…

Então chega de tentar intelectualizar ou de trazer “it” coisas pra um blog que tem a pretensão de ser uma reflexão dos acontecimentos do meu dia a dia. Daquilo que me move. E que tem tanto a ver com tantas outras pessoas, que são assim como eu, mas com diferente essências. Sim.. porque tem gente que escreve, tem gente que cuida, tem gente que constrói, tem gente que calcula, tem gente que cria, gente que costura, gente que monta, gente que corre, gente que vende, gente de cozinha …. e nós nos completamos. Se por um lado eu escrevo, em outro estou escarafunchando o Pinterest ou o Instagram em busca de idéias pra redecorar a casa, de olho no relógio porque tenho que ir buscar meu filho na escola, pensando que preciso agendar uma consulta no dentista.

É tão fácil perceber que vivemos num emaranhado de teias e que precisamos uns dos outros. Então talvez, por mais bobo que um texto possa parecer pra mim, pra alguém ele fará diferença. O passo de hoje é parar de me censurar e deixar meus dedos correrem o teclado novamente.

Aquele momento…

… em que você percebe que anda trabalhando pra caramba, sem receber um tostão, porque precisa de referências e experiência local. O nome disso é “Voluntariado”, muito apreciado aqui nessa América. Mas, sinceramente, meus trabalhos acumulam. Ser voluntária soa mais fácil do que realmente é. Porque embora não aja remuneração e nem “patrão”, voluntariado vira obrigação. E daí fica chato. E, sinceramente, eu que não vou deixar de fazer algo que gosto ou de passar tempo com meus meninos, porque preciso trabalhar “de graça”. Nesta banda eu não toco mais!!! Né 😉

Credo

Credo!!!… Tem mais de um ano desde meu último “post” neste blog. Nem comecei e parei. Pior… estou pagando o ano, pra não perder a idéia do nome. O que posso dizer? Não deu! Não banquei. Sei lá, os dias parecem voar, mas depois que a noite chega a energia vai. Quero me afundar no sofá e não ter de pensar muito. E putz.. pensar em duas línguas cansa! Será que exercício de cerébro também queima calorias?? .. ai.. viagem! Enfim.. Acredito que está na hora de pensar menos e escrever mais. Pronto. Até 🙂