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To be an stranger

In Brazilian Portuguese the words “Foreigner” and “Alien” can be translated as “estrangeiro/estrangeira”, with the correct spelling. However, if you were to pay close attention to how the Brazilian people pronounce the word, you may notice that the “i” is silent, leading to something like this: “estrangero/estrangera”. Interestingly enough, if one takes the first and last vowels out of the portuguese word one will get the english “straScreen Shot 2017-03-18 at 3.47.40 PMnger”, which according to language dictionaries, and the thesaurus, means “foreigner” or “alien”. Full circle!

In order to go a little further with this word playing, I looked up the definition of “Stranger” in the dictionary, and it reads:

stranger |ˈstrānjər|

noum

a person whom one does not know or with whom one is not familiar: don’t talk to strangers | she remained a stranger to him.

• a person who does not know, or is not known in, a particular place or community: I’m a stranger in these parts | he must have been a stranger to the village.

(stranger to) a person entirely unaccustomed to (a feeling, experience, or situation): he is no stranger to controversy.

PHRASES
hello, stranger!

humorous used to greet someone whom one has not seen for some time.

ORIGIN: late Middle English: shortening of Old French estrangier, from Latin extraneus.

So, here I am: a Brazilian woman, whom in the past 8 years has been living the American life. I am an alien, a foreigner, a stranger, or simply an immigrant. To be honest, that really never bothered me, but now, like many others who were not born here, I am in the spotlight.

Although this whole new situation which is still not bothering me, it is interesting to notice how behavior has changed around “strangers”.  Up to a month ago, people were usually curious about my accent, and the reasons that brought me to the US; but now things are different, and, as a result, I get questions about: my paperwork, my immigration status, my citizenship, and every once in a while, a funny “aren’t you too white to be Brazilian”.

eSTRANGERa.com has been up for years. I created the blog to talk about my views, and my different experiences as a “Brazilian soul, living an American life”. Since I wanted to keep writing in Portuguese (my natural language), the posts were mainly directed to the Brazilian public. But, that is about to change.

It is time for people (all over), to understand what it means when we talk about a world that is bigger than border limits. By saying this, I don’t mean that I am against immigra
tion policies, but I believe there are cases and “then there are cases”. I believe in the social rules, and citizen commitments we all have (some may be fair and some may not). For instance: don’t be a criminal, respect the laws, pay taxes, don’t run naked in public, recycle, etc, etc, etc. Nevertheless, I believe in the human race; in that everyone is looking to improve themselves, and their surroundings.

To sum up, I believe that when a (good) person decides to make such a big move for their life, the decision has to come with knowing the consequences. For example, there are going to be different customs, and maybe a different language. Agreeing with this, will make the transition easier and worth it. In this way, people are showing respect for the place they’ve chosen to be their new home.

MORE?… in the future posts of this new eSTRANGERa.!

By the way:  I am here due to a very universal reason: love. A love that is so big it taught me, that we are all destined for good. But, we have to pay attention to the simple little things around us. I left my big city life, for the woods. I left my well establish career, to become a house wife. I left the comfort of knowing my language, to struggle with an accent. I left my family: my loving parents, the bond with my siblings, the nieces and nephew that I’m not watching to grow, and the friends I will never replace, to start all over.

So far, this journey has been incredible and I’m happy to share, that when I opened my heart, and mind to the new, I started to discover myself all over again.

‘till next time 😉

Gabi

 

 

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O ano que passou

O ano que passou foi intenso, foi único e, agora, virou história. A minha história entrelaçada a história de outras pessoas. Gente muita querida, com quem tive a oportunidade de compartilhar momentos de alegria, tristeza, comida, cansaço, surpresas, e sustos.

Eu ainda não consigo plantar bananeira, mas definitivamente perdi o medo de ficar de cabeça pra baixo.  O que será bem útil neste 2017.

Enfim… 2016 foi difícil, mas foi um ano pleno. Olhar pra trás me faz bem. Porque por mais que a vida nos apresente adversidades e desafios, ser parte dela é uma benção. Sorrisos, lágrimas, e abraços, são a prova.  OBRIGADA!!!!

 

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Fogueira

Fogo aproxima. Fogo acalma.

Fogo destrói.

Fogo esquenta. Fogo alimenta.

Pra você, minha amiga de sorriso largo e de tiradas rápidas,

amiga de uma vida, dedico o fogo de uma noite perdida em Junho de 2016.

O fogo que nos levou de volta ao passado, que nos deixou apreciar o presente,

e nos fez olhar para o futuro.

 

Com amor,

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Nunca gostei de garupa

Estar em uma moto é como tirar um tempo pra meditar. É você e a máquina, em sintonia, equilíbrio, atento às mínimas coisas, ao sopro do vento, à velocidade na curva, aos mosquitos na cara. O barulho do motor como mantra. É você e você. Por isso andar na garupa “sucks“.

Até pouco tempo atrás, não entendia essa relação de homens com esses veículos de duas rodas. A obsessão (quase religiosa) de alguns. Hoje, em meu quarto verão no comando de um acelerador, passo minhas horas vagas fuçando Instagram de motoqueiros e motoqueiras, pesquisando estradas, caminhos, eventos, capacete, customização… enfim… agora eu entendo. Agora eu me considero parte desse grupo. Eu faço sinal quando nos cruzamos na estrada.

Por que faz tanto tempo que não apareço aqui no eSTRANGERa? .. porque é verão, a estação de cair na estrada. E infelizmente, em Nárnia, o verão é curto.

Então.. como eu tenho escrito pouco, segue um registro fotográfico da viagem que eu e o Mister fizemos percorrendo todo o caminho chamado Great Lakes SeaWay Trail – trecho que vai das Thousand Islands até Niagara Falls, no Estado de NY. Esse caminho começa na ponte que liga EUA e Canadá, no rio St. Lawrence, encontra com o Lago Ontario, e segue margeando o lago, por estradas, até as cataratas, que marcam o encontro entre o Lago Erie e o Ontario. Não tem muita foto porque a gente não é “fancy” de camera no capacete (ainda). Mas dá pra ter uma idéia. Espero que vocês gostem.

Pra terminar quero mais uma vez dizer para todas as mulheres que desejam sair da garupa: VAI! TENTA! … vale a pena. Há quatro anos tenho acompanhado diversos grupos e eventos de mulheres e motos, e essa comunidade esta crescendo. Logo trago mais.

Por agora: esse bichinho me pegou ainda pequena, quando andei na Honda que meu pai tinha. Adolescente pilotei um “walk machine” (popularmente conhecido em São João da Boa Vista como “patinete motorizado”). Ainda adolescente saia de mobilete com minhas amigas Tha e Van, depois de NX (nós três numa moto só afff .. hoje em dia). Com meus primos Beto (Lobo), Emerson, e Marcela, sempre que dava tomava uma cerveja nas rodas motociclísticas de Campinas. E daí vem a vida.. um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo e as paixões (mesmo aquelas que vc nem sabe que tem) ficam pra depois.

Não… eu nunca gostei de garupa. E agora menos ainda!!!!! #raisehellbabes

Vídeo
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Final de semana na cidade

Esse post tá atrasado, mas vamos lá:

Recentemente estive em Toronto pra visitar a Bia e sugar um pouco de vida cosmopolita. Acontece de tempos em tempos. Preciso sair do mato, do papel de mãe, e enfrentar um pouco do caos e da diversidade de uma metrópole. Minha localização geográfica (privilegiada) me coloca bem na divisa entre os EUA e o Canadá, e visitar cidades como Ottawa ou Toronto é mais fácil que enfrentar sete horas de carro pra chegar em Nova York. Sem contar que a viagem é mais bacana.

Claro que nenhuma destas cidades tem o fervo novaiorquino. Mas pro que busco, são ideais. Especialmente Toronto (que vou focar aqui). Acho a cidade um resumo de tudo bacana que tem no mundo. “Sinto que aqui nada é muito original. Porque tudo tem melhor em outro lugar”, comentou a Bia. E de acordo com a linha de pensamento dela o comentário foi pertinente. Não visite Toronto se o que você procura são museus, parques, shopping centers, espetáculos, ou, resumindo, o básico do turista padrão. A cidade oferece sim todas essas opções de entretenimento e com qualidade (você verá nas fotos que fui ao museu), mas é preciso que se entenda que o prêmio de originalidade não está lá.

O grande lance de Toronto esta na DIVERSIDADE (assim mesmo: em caixa alta). A riqueza desta cidade é a mistura de povos, opiniões, religiões, orientação sexual, o grande apanhado cultural que se nota em todos os cantos. Tudo e todos vivendo em harmônia. Podem dizer que NY IMG_1791é a capital do mundo, mas eu, humildemente, discordo. Dou o título para Toronto.

A impressão que tenho – andando pelas ruas, visitando pequenos restaurantes, padarias, no metro, no ônibus, nas lojinhas, sentada no banco da praça – é que as pessoas (imigrantes e locais) estão lá por escolha, e, exatamente por isso, são cientes dessa  mistura cultural e  estão dispostas a viver em um ambiente de RESPEITO (não sinto isso em outras capitais “do mundo”).

Nessa última visita tive a chance de dançar um pouco de forró (ponto para o Luis, estudante de engenheira no Brasil e parte da última leva de universitários que puderam ter uma experiência no estrangeiro pelo programa Ciências sem Fronteiras. O Luis faz uns trocados extra dando aulas de dança), comer um cachorro quente gourmet, visitar uma loja para motociclistas, ficar na fila de uma sorveteria (imagina um sorvete tão bom que o povo fica na fila pra poder comprar), e ainda fui ao museu ver uma exposição sobre tatuagem (que, por sinal, era fraca). Em outras visitas eu já vi o Ziggy Marley, fui comprar Guaraná, carne seca e farofa, e pedalei a cidade inteira. E ainda, visitei amigas e minha prima, todos que viveram por lá pra estudar por um tempo.

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