Um “like” pro Facebook

Está chegando a hora de fazer minha “faxina” anual no Facebook. Uma faxina de gente, na qual deleto “amigos”, bloqueio feed de gente que eu gosto mas que compartilha um monte de coisa sem noção e, ainda, aproveito pra escrever umas mensagens inbox. Depois de passar quase dois meses visitando o Berço, me dei conta do quanto gosto do Facebook. AHHHH…  antes de alguém atirar a primeira pedra, termine de ler o texto.

Podem falar o que for sobre o Facebook, mas darei uma de “advogada do diabo” e apontarei alguns pontos que considero (eu.. primeira pessoa do singular) positivos nesta ferramenta social. Fato é: eu moro em um hemisfério e meu ciclo de amizades e de sangue está em outro. Por mais mais longas que sejam as viagens de visita ou por mais que eu planeje e organize o tempo, não dá pra ver todo mundo.

Pois é nesse vazio que encontro a “luz” do Facebook. Porque, sinceramente, vejo mais positividade (salvo devidas proporções) nessa coisa de rede social que negatividade. E, no mais, e daí que tanta gente só pública foto bonita, foto de comida, foto de viagens; e daí que no Face a vida das pessoas é, em sua maioria, um mar de rosas? Minha opinião é que eu não tenho nada a ver com o que os outros publicam sobre suas respectivas vidas e, convenhamos, sério mesmo que as pessoas esperam que a gente poste foto feia? Além do que, se algo ou alguém de incomoda vai lá e deleta. Simples assim.

Mas voltando ao ponto: ao longo desses últimos anos o Facebook se mostrou uma ferramenta e tanto de conexão social. Pra quem vive longe especialmente. Até o presente momento, em minha vida, conheci um monte de gente bacana que por diversos motivos se afastaram. Não nos afastamos por pura opção, mas porque a vida nos colocou a parte. Amigos de escola que foram correr atrás de seus sonhos depois de formados; a turma da faculdade que foi fazer carreira; as pessoas legais com quem compartilhei cadeiras e mesas em cursos de aperfeiçoamento; gente que conheci em Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo, e, até aqui em Nárnia; a família que formei em cada um dos meus empregos; as pessoas que foram parte de momentos como Primeira Comunhão, aulas de violão, teatro, esportes; têm os amigos que são os filhos dos amigos dos meus pais; a turma da Praia; enfim… a vida segue e, infelizmente, não dá pra carregar todo mundo junto. Ou melhor, não dava. De repente, uma ferramenta como o Facebook ajuda manter contato, saber o que se passa com as pessoas da nossa vida. É como abrir uma janela pra rua mais movimentada e ver todo mundo passar na calçada.

Aí pode acontecer assim: um dia você está passeando no supermercado e encontra alguém que não vê há anos, mas vocês se reconhecem, vocês se abraçam, vocês trocam sorrisos e partem pra uma conversa atual, porque embora longe, você não está distante. E o mesmo acontece no barzinho, na caminhada, na padaria, no carrinho de lanche, dentro de uma loja qualquer.

A vida de imigrante me ensinou que existe uma diferença entre estar longe e estar distante. Posso estar longe fisicamente, não posso abraçar meus sobrinhos, não posso marcar um cafézinho com as amigas. Mas, definitivamente, busco participar e acompanhar cada passo da vida que me deixam ver. As vezes uma simples “curtida” de foto me diz: _ “ahh que lugar mais lindo. Que bom te ver feliz”; ou então _ “eu sinto muito por esse momento dificil, saiba que estou aqui e te mando minhas vibrações mais positivas”.

Claro que o Facebook, assim como tudo que rola na internet, tem seu lado sombrio. E, ainda, de quebra, guarda preciosas informações pessoais de todos que estão em sua rede. Seria eu muito imatura e insensata em acreditar que tudo é lindo e colorido. Mas, como diz meu pai, tudo que é feito ou consumido em exagero faz mal né não?!

Eu sinto a falta de tempo quando vou pro Brasa, me chateia não poder ver todo mundo. Sinto que a vida pode ser dura ao afastar as pessoas e nos colocar diante de decisões que envolvem agendas profissionais e pessoais, mas isso tudo faz parte de estar vivo. LikeButtom

Por isso, “Thumbs Up” (sinal de Jóia) para o Facebook, que de um jeito torto consegue reduzir distancias ao redor do mundo.

Até 😉

3.2.1 … Será que agora vai?

Esse mês completo seis anos fora do mercado de trabalho. SEIS ANOS. Pra muita gente, especialmente teóricos sobre carreira, essa informação é praticamente a assinatura do meu suicídio profissional… #sóquenão O fato de estar fora do mercado de trabalho não me impediu de continuar produzindo. Em baixa escala admito (tá aqui esse blog como a prova mais concreta disso). Além disso, o tempo longe da escrita e da imprensa, me deu chance para me conhecer melhor, para desenvolver novas habilidades, para me adaptar e me estruturar dentro de uma nova cultura e língua, e, principalmente, para buscar um novo caminho profissional.

Acontece que num dia ensolarado da minha infância, lá pela Serra da Mantiqueira, fui mordida pelo bichinho da escrita. Então toda vez que olho pra dentro de mim, que reflito sobre o futuro, sobre o que fiz, o que faço e o que quero fazer … só vejo letrinhas, papel, caneta, lápis, teclado, tela de computador e, vez ou outra, uma máquina fotográfica. Minha essência é essa. Eu escrevo. E embora, de certa forma, eu tente desviar da minha essência escrevendo aquilo que me “mandam” ou “pedem”, volta e meia cá está ela batendo na porta da minha criatividade, fazendo meus dedos coçarem… e eu luto contra a urgência de sentar ao computapor pra não escrever nada que seja bobo, infantil, trivial… E assim, dia após dia, deixo idéias, estórias, parágrafos inteiros se perderem…

Então chega de tentar intelectualizar ou de trazer “it” coisas pra um blog que tem a pretensão de ser uma reflexão dos acontecimentos do meu dia a dia. Daquilo que me move. E que tem tanto a ver com tantas outras pessoas, que são assim como eu, mas com diferente essências. Sim.. porque tem gente que escreve, tem gente que cuida, tem gente que constrói, tem gente que calcula, tem gente que cria, gente que costura, gente que monta, gente que corre, gente que vende, gente de cozinha …. e nós nos completamos. Se por um lado eu escrevo, em outro estou escarafunchando o Pinterest ou o Instagram em busca de idéias pra redecorar a casa, de olho no relógio porque tenho que ir buscar meu filho na escola, pensando que preciso agendar uma consulta no dentista.

É tão fácil perceber que vivemos num emaranhado de teias e que precisamos uns dos outros. Então talvez, por mais bobo que um texto possa parecer pra mim, pra alguém ele fará diferença. O passo de hoje é parar de me censurar e deixar meus dedos correrem o teclado novamente.

Aquele momento…

… em que você percebe que anda trabalhando pra caramba, sem receber um tostão, porque precisa de referências e experiência local. O nome disso é “Voluntariado”, muito apreciado aqui nessa América. Mas, sinceramente, meus trabalhos acumulam. Ser voluntária soa mais fácil do que realmente é. Porque embora não aja remuneração e nem “patrão”, voluntariado vira obrigação. E daí fica chato. E, sinceramente, eu que não vou deixar de fazer algo que gosto ou de passar tempo com meus meninos, porque preciso trabalhar “de graça”. Nesta banda eu não toco mais!!! Né 😉