HBO's Years and Years series. Visual: a family of nine sitting and around a couch staring at something outside of the frame.

Dica de Séries: #1 HBO’s Years and Years

O ano era 2019. Eu seguia, aliás continuo seguindo, a Fernanda Young no Instagram. Um dia, ela comentou em seu stories sobre uma série na HBO que ela estava fissurada e que não conseguia parar de assistir. Ela falou sobre o quão impactada estava com os temas abordados pela série, e sobre como estes eram apresentados na narrativa, sob a perspectiva de uma família de classe média inglesa através dos anos. Para ela, a série se ajustava com o cenário sócio-político do momento, e tinha até um certo ar de premonição-apocalíptica. 

Eu, que tinha (e ainda tenho) a Fernanda Young como referência do que quero ser e fazer com a minha escrita, obviamente fui logo assistir a série. E… 

Pausa pra contextualização: 

Antes de eu te dizer o nome da série, preciso dar uma contextualizada em alguns pontos.

  1. A Fernanda Young, escritora, roteirista, atriz, morreu inesperadamente em 2019. Uma notícia que recebi como um soco no peito, como se eu tivesse perdido alguém muito próxima. Durante os acontecimentos de 2020, me lembro de pensar “como será que a FY estaria contando esse capítulo?”, quando precisava dar uma centrada na turbulência dos meus pensamentos. 
  2. Não sei como foi que, ainda criança (e não lembro minha idade), eu consegui assistir o filme “The Day After” – O Dia Seguinte -, que é uma história sobre bomba atômica. Fiquei tão impressionada, que passei a ter pesadelos constantes sobre o tema radiação atômica e, ainda hoje, coloco esse como um dos meus maiores medos. 
  3. Ainda no tema anterior, eu lembro do acidente de Shernobyl passando no Fantástico. 
  4. Eu era adolescente quando o Collor foi eleito Presidente do Brasil. Quando a Zélia, então Ministra da Economia, foi lá e cortou o dinheiro de todo mundo, deixando todas as contas das pessoas que tinham contas em banco com o mesmo balanço. Lembro de acordar nesse dia e sentir um certo caos no ar. Eu acredito que várias inseguranças financeiras nasceram nesse dia. 
  5. E, para encerrar e só pra dar uma lembrada, eu sou imigrante. 
Continuando: 

Assisti a série e… Gente, choquei! 

E, deixa eu ressaltar, que isso foi em 2019.  2-0-1-9. 

Fui fisgada logo no primeiro episódio. A série limitada, com seis episódios, acompanha os acontecimentos na vida da família Lyons a partir daquele ano. Os episódios pulam anos no tempo e retratam como os indivíduos do clan vivem as transições e consequências do progresso e das mudanças econômicas, políticas e sociais no seu contexto. Acontece que, os Lyons estão para essa Inglaterra fictícia, assim como eu e você estamos para o planeta terra de 2025.

Bom, não vou te contar os detalhes da série. Tem que ir lá e assistir. O que vou te dizer é que, com exceção de erupção de vulcão, todos os meus outros medos apareceram nesses poucos e únicos seis episódios, que consumi em praticamente dois dias, em um misto de curiosidade e pânico. Detalhe, que a série é anterior à pandemia de COVID-19.

2025

Pula pra agora. Estamos em 2025 e ando obcecada em assistir documentários sobre influencers, cultos, e/ou os dois juntos. Me peguei pensando na Fernanda Young, porque não ando estou me identificando com o meu cabelo (outra coisa que tínhamos em comum). E, como uma coisa puxa a outra, me lembrei da série Years and Years e de como Young foi profética ao sugeri-la. O que será que FY estaria dizendo para esse mundo de 2025?

Já ouvi que, as vezes, é melhor que deixemos nossos ídolos no lugar de “ídolo”. Eu nunca conheci a Fernanda Young pessoalmente, mas sempre me identifiquei com o trabalho dela: não só seu estilo literário, mas às personagens criadas por ela, e seu jeito contestador, provocativo e autêntico. Não posso dizer que nunca nos encontraríamos. Nos meus sonhos mais utópicos, eu imagino a gente escrevendo juntas. E lá nesse lugar, vejo que haveriam discussões, que no final virariam uma conversa com chá. 

Então é isso. 

De dica minha: vai conhecer o trabalho da Fernanda Young, disponível em livrarias e bibliotecas do Brasil, além de plataformas de streaming, etc.

E veja também o caos de Years and Years na HBO e depois vem aqui pra gente continuar esse papo. 

HBO's Years and Years series. Visual: a family of nine sitting and around a couch staring at something outside of the frame.

Série: Years and Years

6 filmes de amor bem resolvido, que vão quebrar seu coração

Amor bem resolvido aceita o outro sem questionamentos. Amor bem resolvido entende que indivíduos vem com bagagem. Amor bem resolvido é magnético, mas, ao contrário do que dizem, atrai pessoas que se têm como iguais. As vezes o cinema capta essa essência do “amor bem resolvido”, mas nem sempre o final nos traz o famoso “happy ending”

Essa lista não é pra você que está num momento “sofrência” de amor. Por isso, #ficaadica: se você encontra-se num momento de desilusão amorosa, clica em outro texto. Tipo esse aqui que é empoderado: Sobre o Amor. E também vai ter Spoiller, porque  alguns dos filmes são antiguinhos tá.

Na maioria das vezes, um filme de “amor bem resolvido” tem uma jornada de descoberta entre os personagens que se gostam. Essa jornada é importante, pra envolver o expectador. Primeiro eles se conhecem, trocam umas farpinhas “flertivas“, daí uns sorrisos encabulados, e aquelas respiradas profundas que fazem a nossa espinha arrepiar. As vezes a jornada é outra, tem um terceiro ser envolvido, e um dos nossos mocinhos precisa se entregar ao verdadeiro amor.

O “amor bem resolvido” do cinema as vezes é super inocente, as vezes entre diferentes, as vezes é sobrenatural, as vezes totalmente por acaso, e as vezes super poderoso. O “amor bem resolvido” do cinema é filme de “amor romântico” (como diria um amigo meu) e vem adornado por uma fotografia impactante, trilha sonora, direção, e obviamente personagens atraentes.

O fato é que as vezes, mesmo consciente de que é filme, o “amor bem resolvido” do cinema quebra nosso coração. O filme é lindo, mas o final … Daí fica um vazio no peito que chega a doer. Por quê? Por quêêê???? 😩 😩

Se você estiver no clima pra um cineminha desses, aqui vai minha listinha água com açúcar:

1. Meu Primeiro Amor

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Esse é de quando o Macaulay Culkin ainda era um garotinho fenômeno, lá no início da década de 1990. Foi o primeiro filme que quebrou meu coração. Esse filme acompanha a Vada (Anna Chlumsky), uma garota cheia de personalidade e atitude, que pouco se importa com os padrões da “boa menina”. Ela tem um melhor amigo e está apaixonada por um de seus professores. O filme é muito fofo e traz o encanto de uma amizade verdadeira. Mas o final, quebra o nosso coração.

2. Edward Mãos de Tesoura

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Edward é a versão Frankstein do Tim Burton, e provavelmente um dos primeiros personagens em que o Jhonny Depp apareceu transformado na telona. Na época, lá no início dos anos 90, Depp e Wynona Ryder, que também faz seu par no filme, eram o casal “it” do momento, o que só contribuiu no filme. Edward Mãos de Tesoura conta a história de um “monstro” tentando se adaptar à vida no subúrbio, em meio a fofoca e curiosidade de vizinhos e à competitividade da turma popular do colégio.    Com um pezinho na critica social, o filme mostra um amor impossível, que pode quebrar seu coração.

3. Cidade dos Anjos

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Teve uma época que eu fiquei obcecada pela Meg Ryan e seu cabelo super descolado em seus filmes de amor romântico com final feliz. Daí juntaram ela e o Nicholas Cage, de anjo rebelde, com uma música mega melow do GoGo Dolls, e o final quebrou meu coração. Não me peça mais explicações.

 

4. Eu Antes de Você

Screen Shot 2018-02-18 at 9.49.10 PM

Quando encontramos alguém que nos olha como esse cara passou a olhar essa moça, não tem como não se envolver com esse filme e, por consequência, sofrer no fim. Esse é o tipo de filme de amor bem resolvido que eu nem poderia ter assistido. Na cena ao lado, minha preferida, eu soluçava, porque ela se desenrolou exatamente como imaginei. Mulheres digo-lhes uma coisa: amem alguém que as ame o suficiente para lembrar de suas mais bobas histórias. Esse filme é lindinho, tem um desenrolar polêmico (por conta da decisão do moço), e vai te deixar de luto sem mesmo saber porque.

5. Moulin Rouge

Screen Shot 2018-02-18 at 9.50.49 PM

Não lembro muito se o amor é bem resolvido nesse daqui, porque fica aquela luta do moço rico e poderoso, contra o moço inteligente, charmoso e pobre. E tem uma mocinha, que não é do tipo inocente, e não decide se quer ser feliz ou ficar famosa com diamantes no pescoço. Coloquei aqui na lista porque a trilha sonora é show de bola – com adaptações de canções do Elton John, The Police, Queen, David Bowie, entre outros; a cenografia um arraso, e o final não é aquele que esperamos.

 

6. Mulher Maravilha

Screen Shot 2018-02-18 at 10.18.28 PM

Ela é forte. Ela é astuta. Ela é linda. Ela é empoderada. O filme me surpreendeu, mas … tinha que ter uma história de amor bem resolvido e “malacabado”. Moral da história: é que nem a Mulher Maravilha consegue ser feliz em todos os quesitos da vida.

 

 

Escrevendo esse post eu consegui pensar em mais um monte de filme de amor sem final feliz, mas vou deixar pra você me contar quais quebraram o seu coração. Deixa um comentário, ou mais sugestões.

Valeu e até a próxima 😉