Só falo uma coisa: Pão de queijo

Sim. Pão de queijo. Quem não gosta, por favor, se identifique? … O Mr. não gosta. Implica com a textura. Ele também não gosta de café e, infelizmente, não pode comer feijão. No entanto, nas três situações acima, ele adora o cheirinho que se espalha pela casa saindo direto do fogão. O café, o feijão, o pão de queijo, são alguns dos meus “signature fragances”, e uma das formas de deixar que os aromas e (de) minhas raizes, penetrem na identificação de nosso lar.

O menino, de 6 anos, pode adorar um chicken nuggets, mac’n cheese, e meatballs; mas pela manhã ele vai de café com leite, adora um p.f. de arroz, feijão e ovo, e sempre aparece com o naiz primeiro na cozinha enquanto asso pão de queijo.

O problema é que em Nárnia não tenho as iguarias brasileiras por perto. Nada de mercadinho da comunidade. Nada de guaraná, biscoito de polvilho, Passatempo, e misturinha YOKI. O jeito é encontrar os temperos, as substituições, buscar as referências. Caçar os “hole in the wall gem’s” escondidos em neighborhoods (tipo o mercadinho libanês do Samir, em Syracuse, NY).

Nove anos e contando. De casa para casa, aqui já tem Bolo de Cenoura, Brigadeiro, Arroz e Feijão, Sopa de Feijão, Escondidinho, Kibe, um ovão frito com as bordas crocantes, esotu quase acertando um Pastel, e tem Pão de queijo.

Fica aqui com um video rapidinho de outro dia, com a receita de Pão de queijo. O video não está lá aquele primor técnico pesssoal, mas se você está com vontade de um pãozinho de queijo, quentinho, com café… vai curtir e ver como é rápido e fácil de fazer.

 

Até 😉

 

Fogueira

Fogo aproxima. Fogo acalma.

Fogo destrói.

Fogo esquenta. Fogo alimenta.

Pra você, minha amiga de sorriso largo e de tiradas rápidas,

amiga de uma vida, dedico o fogo de uma noite perdida em Junho de 2016.

O fogo que nos levou de volta ao passado, que nos deixou apreciar o presente,

e nos fez olhar para o futuro.

 

Com amor,

Mãe que trabalha

Antes de começar, deixa eu dizer uma coisa: toda e qualquer mãe TRABALHA. Algumas trabalham fora de casa, outras trabalham em casa, algumas tem um retorno financeiro por seu trabalho profissional, outras nem tanto. Tem, ainda, uma certa porcentagem de mães que costumam dizer que “não trabalham”. Mas a verdade é: se é mãe, trabalha.

A gente pode nem se dar conta, porque a história nos fez acreditar que cuidar de filho é obrigação (embora, sejamos francos, se você resolveu ter um filho tem sim a missão de cuidar dele, mas a obrigação é tanto da mãe quanto do pai. Igual). E, ainda, temos a casa, a cozinha, as roupas, o supermercado, o que fazer para o jantar, a agenda da família, leva e busca aqui e ali… aff.. só de pensar já dá canseira.

Enfim, fiz esse preambulo todo pra me ajudar a trocar uma idéia com você e, de certa forma, expor um pouco minha angústia sobre ser uma mãe que optou em parar o trabalho (com retorno financeiro) e se dedicar às necessidades da família, temporariamente. Tudo com o apoio, incondicional, do meu marido (quando mudei de país, sabíamos que por um tempo teria de ficar sem trabalhar até que minha documentação estivesse regularizada, e depois quando engravidei decidimos que era mais vantajoso financeiramente que um de nós ficasse em casa. Eu fui a escolhida, uma vez que o mercado farmacêutico paga melhor que o de comunicação).

E daí? (você deve estar pensando)

Daí que recentemente eu voltei ao mercado de trabalho, escrevendo e fazendo pequenos freelas* diretamente do meu home office (…phina). Mas, ao mesmo tempo que estou borbulhando de idéias e de vontade de colocar tudo em pratica, também me deparo com uma dura realidade: é difícil trabalhar de casa.

Eu sei que tem gente que tira isso de letra, e acredito que eu serei uma dessas pessoas. Mas ainda não. Não enquanto tenho uma criança em casa em período integral. Enquanto preciso alimentar e cuidar, ensinar como escovar o dente, como limpar o bumbum, ajudar na lição da escolhinha, e brincar.

Por mais que entenda e aceite essa fase (essa foi minha escolha), é muito difícil admitir que ainda não tenho o tempo necessário pra me dedicar aos projetos profissionais. Me pego sonhando com o dia em que meu pequeno irá pra escola em período integral e eu terei horas de atividades sem interrupção. Não posso dizer que sinto vontade de ir pro escritório (essa vontade eu perdi há alguns anos), mas tenho inveja de quem consegue deixar os afazeres domésticos e maternais para cuidar da carreira. Continuar lendo “Mãe que trabalha”