Junho: Mês do Orgulho e Reflexão sobre o Amor
Um Trator Chamado Junho
Eu adoro que Junho marca o mês do orgulho LGBTQIA+. Eu adoro Junho. Aqui e aí. Adoro o clima de Junho, a diversidade de Junho, os coloridos de Junho. Se de um lado chega o verão, do outro vem o inverno com fogueira de São João, bandeirinha e quentão. Pessoalmente, acho que as celebrações de Junho são mais gostosas, com musicas que aconchegam e comida que desperta memórias.
“Motociclisticamente” falando, Junho é o mês de Babes Ride Out East Coast e do Thousand Island Rally. Dois eventos (aqui nos EUA) que são completamente diferentes – em todos os aspectos, exceto por serem “de moto” – e os meus favoritos. Em Junho, a moçada sai de férias da escola, a gente volta a nadar, e dá até pra reclamar do calor um dia ou outro.
Foi em Junho que conheci algumas das amigas mais importantes que tenho aqui nos EUA. Foi em Junho que dei meu primeiro beijo, e também em Junho que acredito ter engravidado. Neste Junho de 2025, ganhei novas irmãs de estrada e vida; e recebi a Jø para uma temporada de tia e sobrinha.
No Brasil, Junho tem Dia dos Namorados, e celebração pra Santo Antônio. A gente fala de amor. A gente procura o amor. Mas aqui esse dia já passou, e era outro santo o homenageado.
Junho é a meia, da dúzia de meses que a gente ganha a cada ano. Merece uma reflexão?
Na Sessão de Terapia
Eu falei da minha jornada de espiritualidade, minha crença no que é Divino e universal. Falei sobre a igreja (Católica-Apostólica-Romana e Maronita) que me ensinou, me ensina, e que é parte de quem eu sou. Falei sobre ser Mãe, mais especificamente, sobre minha importância dentro da minha familia, no bem-estar e na formação do ser-humano que eu escolhi gerar e criar. Falei sobre minhas faltas, minhas influencias, e meus desejos femininos. Falei sobre meu marido “unicórnio” que não tem cú. Falei sobre o que me amarra, minha pertinência com o tema campo vs. urbano. E falei sobre representação.
Tudo isso porque no meu blog the Maio (que eu só consegui escrever em inglês), eu quero questionar o fato de Maria (a mãe de Jesus) não ser mencionada como parte do triangulo da Santa Trindade e não consigo. Gerou pauta pra terapia. E a pauta desenrolou como o parágrafo ai de cima.
Por que estou te contando isso?
Porque é Junho. Porque sim. Estou te contando por amor. Porque foi nesse Junho, aos 47 do primeiro tempo, que entendi que amor é a cola que junta, que aceita, que acolhe, que questiona, que compartilha, e que faz crescer.
Amar é Aceitar.
Amar é Circular.
E circulo não tem ponta. 🙂


















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