The lack of female leadership in Brazil, by Marcia Maeno

Márcia Maeno
Márcia Maeno is a Law Student, at Unifeob in São João da Boa Vista – SP, Brazil. 

Brazil, 2018: Besides being a country in development, and showing growth in several areas, Brazil is still presenting a persistent gender inequality issue. For this reason, measures must be taken to change this unfortunate reality, such as providing more opportunities, empowering women, having active participation and, mostly, giving voice to women so that they can be heard throughout the universties, companies, politics, and all the areas they may have the will to be in.

The partnership between Unifeob and AAUW, established in 2016, has helped shape and lead actions on the university’s Campus in order to bring awareness not only to the female students, as well as the male ones, so the paradigme of gender inequality can be broken in this country.

Data shows that women are the majority in Brazil and also at the Brazilian universities. Nevertheless, when it comes to female leaders, the reality changes drastically. According to research by Grant Thornton, titled “Women in Business 2015”, 57% of the Brazilian companies have no women in charge and this puts Brazil among the top ten countries without solid women representation.

Although this research dates back to 2015, very little has changed as reported by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), in which it has demonstrated that women receive 74,5% of the salary paid to men. A connection can be made taking into account that out of the 200 biggest companies in Brazil, only 3 of them have women in charge.

To explain this huge gap, some aspects have to considered, ranging from the sexist culture, which puts women as the only responsible for domestic chores, to the lack of opportunity and prejudice. All of this, when 57% of University graduates in the country are women.

In the most recent report from the World Economic Forum (WEF) concerning gender equality Brazil dropped 11 positions in only one year, due to lack of female representaion in politics and leadership positions. Brazil scores 90, out of 140 researched, in the scale of gender equality in the world.

On the other hand, the WEF report also shows that Brazil has risen its numbers for women pursuing education and solid careers. Which goes to show that if women have the opportunities, their reality and the reality of those around them can be changed.

Therefore, education and empowerment are the key to balance. Where there are confident and educated women, the environment can be improved for the whole community.

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“Have a bias toward action – let’s see something happen now. You can break that big plan into small steps and take the first step right away.” – Indira Gandhi

Uma cerveja com o Sócrates

Semana passada descobri, meio que por acaso, que esse ano seria aniversário dos 40 anos de quando o Sócrates foi jogar no Corinthians. Daí, que como uma coisa puxa a outra, lembrei dessa passagem: o dia que tomei uma cerveja com o Sócrates, a.k.a o Magrão (do Timão).

Ribeirão Preto, 1996: Foi tudo por um acaso. Em uma dessas coincidências da vida que depois viram “causo” engraçado e gostoso de lembrar. Naquela época, caso você não saiba, a gente não tirava selfie e telefone celular ainda era considerado coisa de gente rica.

Para ser sincera, eu não ligo e nem nunca liguei muito para futebol. Mas sou Corinthiana, por parte de pai, nascida no mesmo ano em que Magrão foi parar no Corinthians. Como se isso não bastasse, fui criança no Brasil da década de 80, numa época em que o povo clamava por Diretas Já, Constituição, e quando um jogador de futebol era ídolo, era médico, e ainda erguia o punho por justiça social. O Sócrates foi tipo “o cara”.f5dd2d6d-b1fa-4f3c-a532-dd58f727b741

Então imagine você, no auge do seu primeiro ano de faculdade, se ver em uma mesa de bar com o dito cujo logo depois do carro da sua amiga ser atingido por outro que não parou na intersecção da esquina. Pois é, foi assim …

Estávamos eu, Dani, e Hérica – com H., em um Fiat Palio azul marinho. Naquela noite a Dani, minha colega de classe que morava no Jardim Paulista, nos deu uma carona até a esquina da Camilo de Matos com Av. Meira Junior, onde ficava o pensionato em que eu e  Hérica morávamos. Era uma dessas acolhedoras noites Ribeirão Pretanas, apropriadas para mesa de bar, cerveja gelada, e conversa mole. Elementos que, segundo a história, não podem ser desvinculados da trajetória do Sócrates, que morreu em 2011 vitima de complicações de uma doença crônica chamada cirrose hepática.

De volta pro meu causo: Faltavam poucos blocos até nossa esquina, quando o carro da Dani foi atingido por outro, conduzido por alguém que não parou na esquina da Cravinhos com a Camilo de Matos. Eu não sei se de lá pra cá as vias em Ribeirão mudaram, mas na ocasião a mão era nossa. Por sorte, a Dani dirigia devagar porque a região estava horário do borburinho de saída da faculdade, e tinha barzinhos  espalhados pelas calçadas.

Desgovernado, o carro foi parar de frente na lateral de outro carro que estava estacionado por ali. Daí a sequência natural do momento: susto, aglomeração, polícia, e três motoristas na delegacia pra finalizar o B.O. (boletim de ocorrência). Eu e a Hérica fomos dar um apoio moral.

Acontece que, durante o processo, ficamos de conversê com um moço, que não tinha nada a ver com voltar pra casa da faculdade, mas que era o dono do carro estacionado e atingido. A conversa era boa, e ele nos convidou pra tomar uma cerveja e relaxar do susto. Fomos. Claro.

E aí que…. não é que o Sócrates era amigo do moço do carro estacionado e estava acompanhando todo o vuco-vuco justamente da mesa do bar, onde fomos nos sentar, pra tomar aquela cerveja relaxadora.

Estudantes de Comunicação que éramos, especialmente Hérica e eu entrando na vida adulta, mantivemos nosso “cool”. Afinal, provavelmente em nosso destino profissional encontros desse tipo poderiam se tornar corriqueiros.

Oi. Boa noite! Gabriela. Muito prazer”, sorrisos. Super normal tomar uma cerveja com o Sócrates.  O susto da batida passou. Eu não lembro exatamente sobre o que conversamos. Sócrates já não jogava futebol, mas era personalidade e um cara muito envolvido com as questões sociais. Sei que falamos da situação no país, e muito provavelmente entramos no tópico das eleições municipais daquele ano em Ribeirão.

6e7d0b0a-1f01-4a25-9cb0-8313ad1f107cMesmo mantendo nossa calma, como se fosse nada mais que uma cerveja com a turma da classe,  embaixo da mesa a realidade era outra. Eu e a Hérica não parávamos de nos chutar, e vez ou outra trocávamos uma risadinha confidente. “Ai se meu pai estivesse aqui”. 

Embora a vida do Sócrates tenha envolvido muito mais glamour que a vida que eu, a Hérica, e a Dani conhecíamos na época, ele foi um desses atletas que usou sua popularidade para dar voz à uma causa. Naquele dia eu vi um dos ídolos da minha infância, um cara considerado LENDA, exatamente como ele era: um cara normal. Um homem preocupado com o destino da sua nação, consciente de seu papel como influência, apreciador de uma birita, de cigarro queimando no cinzero, e de boa conversa.

Não ficamos até o encerrar da conta. Nunca mais cruzei com o Sócrates em Ribeirão. Mas esse dia ficou. Lembro que quando finalmente entramos em casa, eu e Hérica sentamos no chão e começamos rir, pensando em como contaríamos aquele episódio para  nossos Corinthianos preferidos. Hoje, pensando nos rumos que o Brasil tomou politica e socialmente, me peguei imaginando qual seria o posicionamento do Sócrates. Porque ele, assim como tantos de nós, também acreditava que era preciso gente nova no poder, sem os vícios da corrupção.

Eu não sou qualificada para falar sobre futebol ou sobre jogadores de futebol. Por isso nem vou tentar comparar o Sócrates aos novos idolos do esporte para dar perspectiva para as novas gerações. Pra isso deixo a sessão dos comentários abaixo aberta ( e um #ficaadica pros amigos entendidos de bola). Mas talvez, só pra provocar,  não exista comparação: porque lenda é lenda.

Para saber mais sobre o Sócrates dá aquela pesquisada online. 
Super obrigada Márcio Neves, pelo help com as fotos.

 

Just think

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What if we just stopped with all the finger pointing, the shame blaming, the “she asked for”, the bitching and moaning about others choices? What if we just respected each others individuality and uniqueness?  What if we were to finally understand that there will be no equality if we don’t embrace our differences?

#imagine

Check this article from the Fulton Express of when I represented the AAUW-NYS Board at the 50th Anniversary of the Amsterdan-Gloversville-Jhonstown (AGJ) Branch.