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Final de semana na cidade

Esse post tá atrasado, mas vamos lá:

Recentemente estive em Toronto pra visitar a Bia e sugar um pouco de vida cosmopolita. Acontece de tempos em tempos. Preciso sair do mato, do papel de mãe, e enfrentar um pouco do caos e da diversidade de uma metrópole. Minha localização geográfica (privilegiada) me coloca bem na divisa entre os EUA e o Canadá, e visitar cidades como Ottawa ou Toronto é mais fácil que enfrentar sete horas de carro pra chegar em Nova York. Sem contar que a viagem é mais bacana.

Claro que nenhuma destas cidades tem o fervo novaiorquino. Mas pro que busco, são ideais. Especialmente Toronto (que vou focar aqui). Acho a cidade um resumo de tudo bacana que tem no mundo. “Sinto que aqui nada é muito original. Porque tudo tem melhor em outro lugar”, comentou a Bia. E de acordo com a linha de pensamento dela o comentário foi pertinente. Não visite Toronto se o que você procura são museus, parques, shopping centers, espetáculos, ou, resumindo, o básico do turista padrão. A cidade oferece sim todas essas opções de entretenimento e com qualidade (você verá nas fotos que fui ao museu), mas é preciso que se entenda que o prêmio de originalidade não está lá.

O grande lance de Toronto esta na DIVERSIDADE (assim mesmo: em caixa alta). A riqueza desta cidade é a mistura de povos, opiniões, religiões, orientação sexual, o grande apanhado cultural que se nota em todos os cantos. Tudo e todos vivendo em harmônia. Podem dizer que NY IMG_1791é a capital do mundo, mas eu, humildemente, discordo. Dou o título para Toronto.

A impressão que tenho – andando pelas ruas, visitando pequenos restaurantes, padarias, no metro, no ônibus, nas lojinhas, sentada no banco da praça – é que as pessoas (imigrantes e locais) estão lá por escolha, e, exatamente por isso, são cientes dessa  mistura cultural e  estão dispostas a viver em um ambiente de RESPEITO (não sinto isso em outras capitais “do mundo”).

Nessa última visita tive a chance de dançar um pouco de forró (ponto para o Luis, estudante de engenheira no Brasil e parte da última leva de universitários que puderam ter uma experiência no estrangeiro pelo programa Ciências sem Fronteiras. O Luis faz uns trocados extra dando aulas de dança), comer um cachorro quente gourmet, visitar uma loja para motociclistas, ficar na fila de uma sorveteria (imagina um sorvete tão bom que o povo fica na fila pra poder comprar), e ainda fui ao museu ver uma exposição sobre tatuagem (que, por sinal, era fraca). Em outras visitas eu já vi o Ziggy Marley, fui comprar Guaraná, carne seca e farofa, e pedalei a cidade inteira. E ainda, visitei amigas e minha prima, todos que viveram por lá pra estudar por um tempo.

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qual a sua geração?

Vi este vídeo ontem e estou com ele martelando minha cabeça desde então. Olhando para o passado, do dia que graduei na faculdade, para hoje, acho que já passei por umas três gerações diferentes – X, Y, Z.. etc. Agora tem uma nova? Milenium… É isso produção? De qualquer forma, o que vale dizer, é que me senti acolhida ao assistir esse vídeo. Sou parte da geração (independente da letra que nos rotula) que caiu no mercado de trabalho ao mesmo tempo que a internet. Na minha época (aí e eu nem tenho idade pra usar tal frase) fotografia tinha que ser revelada, telefone ficava em casa e a internet era discada, geralmente usada durante a noite pra não atrapalhar o telefone. Mas tudo isso durou pouco. E é incrível como esse pouco pode também ser traduzido como rápido. Hoje em dia quero entender melhor as redes sociais, como elas interagem. Afinal, esse não só é o novo berço da comunicação, mas também é onde meu filho, muito provavelmente, manterá parte de sua vida social. Esse é um caminho sem volta (a não ser que a gente tenha um blackout cinematografico no mundo). Por isso, esse vídeo, chamou tanto minha atenção. Por isso, resolvi compartilhar com você. Minha resposta pra pergunta: SIM. Eu faço o que me faz feliz. Mas…. (porque sempre tem um mas… porque amanhã não será igual a hoje).